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Deus não se deixa ganhar em generosidade
Cristina Ávila
A meu parecer, a história da minha vocação começa quando eu tive a oportunidade de passar umas férias com as consagradas do Regnum Christi, colaborando em atividades apostólicas durante o verão de 2003. Mas, olhando de outra perspectiva, vejo agora como Deus foi tecendo tudo com uma grande delicadeza desde muito antes, e foi me guiando pelos caminhos corretos.

            A meu parecer, a história da minha vocação começa quando eu tive a oportunidade de passar umas férias com as consagradas do Regnum Christi, colaborando em atividades apostólicas durante o verão de 2003. Mas, olhando de outra perspectiva, vejo agora como Deus foi tecendo tudo com uma grande delicadeza desde muito antes, e foi me guiando pelos caminhos corretos.

            Eu nasci em El Salvador. Sou a mais velha de três filhos. Durante a minha infância, a possibilidade de dedicar a minha vida totalmente a Deus jamais passou pela minha cabeça. Não porque eu não quisesse, mas simplesmente, porque esse conceito não existia no ambiente social no qual eu estava inserida. As pessoas dedicadas a Deus eram as freiras do povoado ou o pároco velhinho da minha paróquia, mas parecia que Cristo não chamava gente jovem. Nessa época, o Movimento Regnum Christi em El Salvador estava apenas começando. Eu pertencia a um clube de adolescentes do Movimento, mas nunca na minha vida tinha escutado falar de alguma consagrada, e como não estava num colégio católico, também não me relacionava com nenhuma religiosa.

            Aos treze anos, fui viver no Chile com toda a minha família. Ali entrei num colégio do Movimento, o Colégio Cumbres. Nas minhas aulas de religião, aprendi que a vocação é um dom de Deus, e que é Ele que chama, e cabe a cada alma descobrir qual é o caminho que Deus escolheu e decidir segui-lo. Com estes conceitos, ampliaram-se as possibilidades do que eu podia fazer com minha vida. Mas era uma pergunta da qual eu iria me preocupar terminando o colégio e a faculdade que para mim, era o caminho mais lógico. Mas Deus tinha pressa.

            Aos 16 anos, participei de uma atividade apostólica na qual fui para ajudar como voluntária durante o verão e conheci alguns membros do Centro Estudantil, que é um centro dirigido pelas consagradas, onde estudam e moram meninas que estão terminando o ensino médio e discernindo a sua vocação. Logo em seguida, eu fiquei me questionando sobre o que Deus queria da minha vida. Na primeira oportunidade que tive, comentei com a minha diretora espiritual. Ela me explicou o que é o Centro Estudantil. De um momento para outro, dei-me conta de que aquilo que eu tinha pensado em perguntar a Deus ao terminar a faculdade devia fazê-lo naquele momento.

            Voltando para minha casa depois desse verão, eu tinha a certeza de que Deus queria que eu fosse para o Centro Estudantil. Enchia-me de medo pensar que Deus estivesse me pedindo uma decisão definitiva com tão pouca idade, mas Ele continuava insistindo. Por prudência, aguardei alguns meses antes de comentar meus planos com meus pais.

            Cabe aqui fazer um parêntese na história para entender o engraçadinho (com todo respeito!) que Deus foi nesse momento com a minha família. Até então éramos dois filhos: meu irmão, quatro anos mais novo, e eu. Meus pais sempre quiseram ter um terceiro filho, mas toda tentativa tinha sido em vão. Nós lhes pedíamos sempre outro irmãozinho, não sabendo que os doutores tinham lhes dado pouquíssimas esperanças. Quando minha mãe completou quarenta anos, eles nos pediram que não insistíssemos. Assim foi até o começo do ano 2003, o mesmo ano em que Deus me chamou para fazer parte do Centro Estudantil.

            Em maio, minha mãe nos falou que estava grávida. A primeira reação do meu pai foi: Isto é sinal de que Deus quer alguma coisa de nós. No meu interior pensava: Se ele soubesse o que eu tenho para lhes dizer... Algumas semanas depois, comentei com eles que queria ir para o Centro Estudantil. As reações dos dois foram bastante diversas, e contrárias ao que eu esperava. Meu pai aceitou e me apoiou desde o primeiro momento. Para minha mãe foi um pouco difícil, mas todas as suas objeções caíram por terra em dezembro daquele ano, quando nasceu a Lucía, minha irmãzinha. Para todos, essa foi uma prova de como Deus não se deixa ganhar em generosidade.

            Entrei no Centro Estudantil no começo de 2004. Segundo eu, estava ali para descobrir a minha vocação, e não tinha nada que me pressionasse, porque ainda faltavam dois anos para eu terminar o colégio na verdade, eu ainda não queria aceitar que tinha vocação-. Mas, mais uma vez, Deus tinha pressa.  

            Os primeiros seis meses foram de uma intensa luta. No final, Nossa Senhora foi quem se encarregou de me alcançar as graças de generosidade que precisava. No dia 7 de setembro, dia anterior à festa da natividade da Santíssima Virgem Maria, pensei que seria bom dar-lhe algum presente. Fazendo-lhe uma oração diante de sua imagem, senti que me dizia: Porque você não termina de uma vez por todas as suas brigas com Jesus e lhe dá o que sabe que vai ser a sua felicidade. Eu não gostei nem um pouco da idéia, então fui deitar contrariada por ter tido essa idéia genial, com a esperança de que o sono apagasse a minha memória.

Eu não podia seguir com essa indecisão, porque quem põe a mão no arado e olha para trás não é digno de mim. Saindo de uma direção espiritual, fui visitar a Maria e lhe disse: Não posso esperar três dias! Maria, ou você me dá a graça de me decidir hoje que é o seu aniversário, ou eu não sei o que vou fazer. Assim nessa tarde, diante do Santíssimo exposto, agradeci a Jesus Cristo pela sua infinita paciência e lhe falei que eu iria ficar no Centro Estudantil, sabendo que isso implicaria em que em um pouco mais de um ano eu estaria me consagrando.

            Desde então, a minha vida deu um giro de 180 graus. Como na conversão de São Paulo, caíram as escamas dos meus olhos e comecei a descobrir um Cristo que estava loucamente apaixonado por mim e que se deleitava em ver a minha luta por amá-lo. Eu gostava de pensar que Jesus Cristo tinha me escolhido para ser totalmente sua.

            No ano seguinte, foi a preparação para a minha consagração. Claro que as lutas e dificuldades não desapareceram, mas eu ia superando tudo com Cristo. Estando no meio de uma destas lutas, encontrei-me com uma frase do Pe. Marcial Maciel, LC, nosso fundador, que tem sido a minha petição constante a Jesus Cristo desde esse momento: Cruze o meu caminho, Senhor, ganhe a batalha da minha entrega.

            Agora, depois de dois anos e meio da minha consagração, agradeço infinitamente a Deus que tenha me distinguido com o imerecido dom da minha vocação. Eu não o trocaria por nada, e em nenhum momento arrependo-me de tê-lo escolhido.

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Um apostolado dos Legionários de Cristo e do Regnum Christi a serviço da Igreja.